segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Moreninho

Moreninho, quem disse que precisa 
ter muita beleza pra eu te chamar de lindo?
Basta que tenhas esses olhos atentos,
esse semblante meigo,
essas atitudes cheias de luz,
pra que eu te olhe e te ache lindo.

Moreninho do sorriso encantador,
sorria para mim
e me deixe viajar nesse olhar iluminado,
conhecer os segredos dessa sua simplicidade
que te faz ser tão lindo aos meus olhos. 

A verdadeira beleza está nos traços,
na meiguice e na personalidade
de quem tem muito mais a acrescentar do que o mero físico...
De quem não precisa ser exuberante e chamativo
pra atrair um olhar encantado.

Ah, moreninho, queria eu te olhar o tempo todo
e apreciar no deslizar dos minutos
esse teu olhar doce de veludo.


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Olhar de poeta

Tenho cravada em mim a fraqueza dos poetas...
não posso ver um sorriso lindo 
que lá estou eu tentando pôr nas palavras
o encantamento da sensação que esse sorriso me causou!

O poeta fraqueja diante da beleza,
o belo desmancha o coração que vive da poesia
e renova o olhar do simples cotidiano
de quem não deixa nada a perder de vista. 

Só quem nasceu com a poesia na veia
consegue enxergar um detalhe encoberto
e admirar uma beleza até então oculta
àqueles olhos que enxergam tudo com desdém.

A poesia não quer desdém no olhar!
Ela quer emoção, encantamento, 
quer enxergar a novidade nua que há no corriqueiro
e colocar nas palavras um sentimento faceiro. 


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Quem já leu

Quem lê um poema meu, 
vê nu o meu coração
e talvez até entenda
alguma razão.

Quem um poema meu lê,
sabe muito de mim,
pois no poema sou o que sou
o que fechado estava
nas palavras abro.

Quem um poema meu já leu,
um pouco do meu interior
pode se dizer que conheceu,
mas não necessariamente
entendeu.

Quem tem um poema meu lido,
contemplou o sentimento tido
no momento ou depois que foi vivido;
e apreciou por aí
o pedaço que encontrou de mim. 

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Saudade do que nunca tive

Saudade do beijo que nunca te dei,
do seu abraço que nunca senti,
do seu colo onde nunca descansei
saudade enorme sinto do que a vida me negou.

Lembrando dos olhares,
daqueles olhares com segredos só nossos...
hoje, o segredo é só meu:
tenho saudade enorme do que não tive.

Saudade tenho porque só eu sei o que via dentro dos seus olhos!
Saudade desse sorriso de menino...
Queria pelo menos saber ao certo por onde você anda
sorrindo agora,
já que não sorri mais para o meu olhar.

Tenho saudade do que não tive, mas que queria ter tido.
Saudade da vida que não vivi, 
do sonho que sonhei solitária.
Hoje, apenas te tenho congelado no arquivo "poderia ter sido''
no meu coração pela dor já amortecido.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Apenas sorria

Ô moreno lindo,
sorria que o mundo é seu.
Apenas sorria,
que esse teu sorriso
ilumina o mundo do teu olhar.

Menino do olhar doce,
apenas sorria
que esse teu sorriso
já vai levando junto o meu coração.

Quando você sorri o meu olhar é seu,
quando se move
meus olhos vão atrás de ti
porque sua beleza simples
deixa transparecer os atrativos do seu coração. 




domingo, 10 de julho de 2016

Resenha: Memórias Inventadas - As infâncias de Manoel de Barros

Terminei de ler neste domingo mais um livro daqueles que encontrei no lixo e mais uma vez fiquei encantada com a leitura. Eu, como boa apreciadora e leitora dos poetas brasileiros (e estrangeiros também) já gostava de ler os poemas de Manoel de Barros, mas ao terminar esse livro, percebi que Manoel é um poeta de uma escrita apaixonante e que lê-lo é literalmente viajar na imaginação, já que nessa obra ele nos faz retornar aos tempos antigos, os tempos em que viveu sua infância no campo. Não sei como ele foi capaz de transmitir tanta beleza e simplicidade ao narrar sua infância! Confesso que fiquei morrendo de vontade de voltar a ser criança. E fiquei com mais vontade ainda de ter sido uma criança da roça, do campo, ter levado uma vida muito simples, mas cheia de brincadeiras e aprendizados diante de nossa grande mãe natureza. Mas mesmo que você nunca tenha pisado em um ambiente campestre, esse livro fará com que você consiga sentir as emoções da descobertas de uma criança curiosa já com grande senso poético, pois assim sempre foi Manoel. Ele nos mostra nessa obra que já nasceu com toda a sua sensibilidade poética, demonstrou-a muito bem durante toda a infância e que os anos e as experiências apenas serviram para aprimorar aquilo que ele sempre teve de mais belo. Esse livro desperta em nós essa vontade de retornar às coisas simples, de conhecê-las, mas principalmente de apreciá-las e valorizá-las. Abaixo, um trecho que me marcou muito:

"A importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem com barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós. Assim um passarinho nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que a Cordilheira dos Andes."

E não para por aí... cada página está repleta de relatos que com certeza tornarão suas horas de leitura muito mais deliciosas! Enfim, trata-se de uma leitura muito prazerosa, rápida, com humildes ilustrações feitas por sua filha Martha Barros (que é muito reconhecida na área da ilustração) e eu diria que é até obrigatória às pessoas que apreciam a simplicidade das coisas ou que querem aprender a apreciá-la. A está simples resenha eu daria o seguinte subtítulo: A infância, a natureza, a simplicidade e a poesia. Leiam Manoel! 



sexta-feira, 8 de julho de 2016

Fica, meu amor!

Mas como diz Chico Buarque em uma de suas canções: ''Fica, meu amor''. Assim também te digo eu: fica, meu amor. Fica, deixa as águas rolarem e levarem embora as palavras duras. Já que você veio, fica mais um pouquinho. Me traz de volta esse abraço gostoso, essa boca que encaixa perfeitamente na minha, seu cheiro que inebria meus sentidos... não vou te pedir muita coisa, exigir sacrifícios banais, apenas quero que fique. Fique e olhe as estrelas comigo, fale de assuntos corriqueiros, bagunce meu cabelo e eu prometo que nem vou reclamar quando a escova enroscar na hora de pentear. Fique e me deixe apenas olhar seus olhos, mesmo que não haja palavras. Fique e me beije muito, muito, muito, como se a vida fosse apenas beijar. Fique, mesmo sem compromisso. Se o amor não chegar, não tem problema, porque pelo menos aproveitamos cada segundo e fizemos ser bom. Mas se ele chegar, deixa que chegue e faça o que ele quiser fazer. E se ele, por acaso, já estiver escondido em algum lugar, deixe ele sair quando quiser... aliás, nem precisa deixar: todos sabemos que o amor sabe sair por conta própria, teimoso como só ele é, nem pede autorização. Fique e me deixe acariciar seus cabelos, morder seu queixo; nem precisa fazer a barba, te acho lindo até de ponta cabeça. Fique e continue mordendo meu pescoço até me deixar sem palavras... fique e me fale mais do seu vício em coca-cola, de suas teorias apolíticas, de sua ansiedade exagerada. Fique de qualquer jeito, mas fique, porque quando você fica o meu coração bate charmoso. Fique e me mande descruzar os braços, tirar a mão da cintura, falar mais baixo (o sangue italiano de professora de português abençoou minhas cordas vocais). Fique, porque eu me faço de durona as vezes, mas meu coração é mole e eu só fico quando vejo estrelas no olhar do outro. E no seu, eu vi esmeraldas. Fique, elogie meu cheiro, tenha a mão cada vez mais boba, aperte minha cintura e acabe com meu cabelo. Nada melhor do que ficar descabelada pelos motivos certos! Mas, te peço uma coisa: só fique se quiser, se eu for importante. Você sabe que é livre pra ir e apesar de tudo o que tenhamos dito um ao outro, sei que você gostaria de ficar; no fundo, algo me diz que eu balancei algo em você, que minha química se misturou legal com a sua e tudo é apenas uma questão de ajustes. Enfim, fique! Fique e eu te prometo que não vou mudar sua vida, acabar com seus problemas, ser a garota perfeita ou sua mais secreta fantasia, mas prometo que serei algo e ficarei ao seu lado não porque me tens algo a oferecer, mas apenas pelo prazer de ficar! 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Resenha: Chão de vento (Flora Figueiredo) - Poesia com essência

Recentemente, encontrei na rua alguns livros e no meio deles estava esse de que vou falar: Chão de vento, de Flora Figueiredo. Essa minha edição tem o selo do Governo do Estado de São Paulo, o que significa que é um livro que foi dado para a leitura dos alunos de escolas públicas. Então, para quem ganhou esse livro e o tem em casa, só digo uma coisa: LEIAM! 
Trata-se de um livro de poemas com teor cotidiano, de leitura fácil e rápida (li em menos de uma hora), linguagem leve, bonita e com um encanto na escrita que está destinado apenas as pessoas extremamente sensíveis a poesia e a beleza do mundo. O próprio nome da obra já nos sugere uma sensível simplicidade: Chão de vento.
Percebe-se que a autora usa de sua própria poesia para desnudar-se, mostrar ao mundo como é sua alma, pensamentos e desejos mais íntimos, mas que muitas vezes coincidem muito com a maioria dos sentimentos alheios. Pelo menos, posso dizer que foi assim minha experiência com essa leitura. Flora não usa linguagem rebuscada, não fala por metáforas, ela apenas se coloca como uma pessoa comum, vivenciando um dia-a-dia comum, mas com um olhar contemplativo que só cabe aos poetas. De todos os poemas do livro, posso dizer que gostei de todos igualmente e me identifiquei com a maioria deles, pois poemas como esses são capazes de nos fazer abrir os olhos e enxergar o que realmente importa na nossa realidade: as coisas simples! Flora parece querer mostrar (e consegue) que o cotidiano está repleto de acontecimentos incríveis e que sempre podemos enfeitá-lo mais um pouquinho. Na sinopse do livro está escrito que a autora foi elogiada por Caio Fernando Abreu e Ferreira Gullar, acho que não preciso dizer mais nada! Abaixo, dois poemas retirados do livro:

Motim

Estou de saída
e que ninguém me siga.
Quero falar sozinha,
chutar a sombra,
cuspir no prato.
Rasgar a censura,
perverter a seita,
maldizer o gato.
Reduzir a etiqueta a pedacinhos,
desembarcar onde o lugar é descaminho,
esquecer o bicho em extinção.
Sem pedir permissão 
quero ficar comigo
e, se for necessário, me ponho de castigo.

Bom-senso

Hoje não vou,
que é dia ruim de decisão:
o ninho apareceu cheio de ovos,
o vaso me presenteou com botões novos,
a lua fez alongamentos verdes sobre o mar.
Dia de emoção não é dia de ir.
Quem sabe amanhã amanhece chovendo
e eu fico matemática. 





Obs: Muito obrigada a pessoa que jogou os livros no lixo, pois sem ela eu não teria encontrado esse belo livro! haha :) 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Poema de declaração

E eu que nunca acreditei em amor a primeira vista,
fiquei arrepiada na primeira vez
que o verde dos seus olhos
penetrou minha visão. 

Seu cheiro foi logo dominando meus sentidos...
e quando toquei suas mãos
já sabia que te queria só pra mim,
pra sempre no meu caminho.

Logo eu tão difícil
me derramei diante de ti,
me entreguei no seu beijo
e desejei ser só sua.

Tudo o que eu quero é estar com você
de corpo e alma, porque meu coração já te pertence
desde aquele primeiro olhar.

Não sei o que aconteceu,
mas quando dei por mim
percebi que tudo o que eu queria era ficar para sempre
deitada nos seus braços com as mãos nos seus cabelos. 


(Para: A.Z.N)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Livro: O poder do silêncio

De uns tempos para cá, tenho lido diversos livros de autoajuda. Sei que existe um imenso preconceito com esse tipo de literatura, já que muita gente acredita se tratar apenas de um arsenal de livros comerciais, escritos apenas com o intuito de ganhar dinheiro oferecendo ''fórmulas'' de felicidade, sucesso, prosperidade e todos os assuntos de interesse comum. Porém, o que muita gente não consegue assumir é que apesar de tudo existe por aí uma biblioteca enorme de ótimos livros do gênero, que verdadeiramente acrescentam algo, ensinam, inspiram e de maneira alguma se pode afirmar que foram escritos apenas com a intenção de faturar. Dentre esses livros, li recentemente um que me chamou bastante atenção: O poder do silêncio, de Eckhart Tolle. Como sou amante do silêncio e das reflexões que ele proporciona, não pude deixar essa leitura para depois. 
O livro é composto por reflexões em formato de aforismos, ou seja, textos curtos com ensinamentos voltados para o lado espiritual que abordam temas como morte, eternidade, relacionamentos etc. O foco está na importância de silenciar nossos pensamentos, para que seja encontrada a sabedoria interior. Dentre os ensinamentos do livro, o que mais me chamou a atenção foram as reflexões sobre ''o agora''. O autor afirma que não existe passado ou futuro, tudo está no agora, o agora é a vida, a base de tudo e que todas as coisas devem ser feitas pensando neste momento, pois ele é tudo o que importa de verdade. 
Abaixo, coloco os trechos que mais me marcaram e fizeram refletir. 

''Mas o que é sabedoria e onde pode ser encontrada? A sabedoria vem da capacidade de manter a calma e o silêncio interior. Veja e ouça apenas. Não é preciso nada além disso. Manter a calma, olhando e ouvindo, ativa a inteligência que existe dentro de você. Deixe que a calma interior oriente suas palavras e ações.''

''Quando você diz ''sim'' para as situações da vida e aceita o momento presente como ele é, sente uma profunda paz interior.''

A citação acima foi retirada de uma parte do livro que também é muito interessante, pois fala sobre como é importante aceitar ''o agora'', a situação presente da maneira que ela é. O autor fala também de como é bom se permitir e aceitar o que se sente: raiva, medo, tensão, amor. Permitir que as emoções sejam vividas plenamente faz com que aceitemos melhor o momento como parte essencial daquilo que estamos vivendo.

''Mesmo nas situações aparentemente mais inaceitáveis e dolorosas existe um profundo bem. Dentro de cada desgraça, de cada crise, está a semente da graça''.

''Há muito sofrimento e tristeza quando você acha que cada pensamento que passa por sua cabeça é verdadeiro. Não são as situações que causam infelicidade. São os pensamentos a respeito das situações que deixam você infeliz. As interpretações que você faz, as histórias que conta para si mesmo é que deixam você infeliz.''

Enfim, esse é um livro que vale a pena ser lido, principalmente se você é uma pessoa que acredita muito em tudo aquilo que passa por sua mente, sendo que nós não somos nossos pensamentos e nem tudo o que eles dizem é verdade. Tratam-se apenas de projeções da realidade, que na maioria das vezes não precisam ser levadas em conta.


segunda-feira, 28 de março de 2016

Caminhadas e céu de outono

Dentre as coisas que gosto de fazer para me sentir bem, uma delas está em caminhar no final da tarde. Não sou uma pessoa muito afeita a esportes, mas caminhar tanto na rua, quanto na esteira, são exercícios que realmente me fazem bem e que sempre gostei muito de praticar. Nessas minhas caminhadas na rua, costumo sempre ir com os fones de ouvido, escutando músicas agradáveis, sejam elas animadas, lentas ou românticas, dependendo do meu estado de humor. Gosto também de aproveitar para observar o movimento das pessoas e carros na rua, já que sempre costumo ir no horário em que a maioria está voltando de seus empregos, sentir o vento, mas principalmente admirar o céu. Apreciar o céu sempre foi um dos meus passatempos favoritos, que me garante alguns segundos ou minutos de meditação e paz. O céu, na minha opinião, é um dos elementos mais belos e talvez até inexplicáveis da natureza, mas ele se torna ainda mais atraente na estação do outono, que é quando ele fica com aquelas cores meio alaranjadas ou amareladas. Nesse período, o céu fica parecendo uma pintura ou qualquer obra de arte com traços extremamente prazerosos de se apreciar. Então, dentre as coisas que gosto de fazer quando caminho, além da própria caminhada, é observar as cores do céu e permitir que elas me tragam um pouco mais de tranquilidade. 



O céu de outono é o único que difere das demais estações. É um céu cheio de esperança, que enche os olhos e faz a alma voar... Desde que nasci, encontro inspiração nesse cenário alaranjado cheio de vida e abarrotado de coisas boas.Todos deveriam parar de vez em quando para observar o céu, interromper um pouco a correria do dia a dia para admirar esse maravilhoso santuário da natureza que Deus colocou acima de nossas cabeças para nos lembrar que nunca estamos sozinhos e que a vida, apesar de dura, tem sua beleza! Por isso, gosto de dedicar algumas tardes para caminhar, pois além de me exercitar, posso parar alguns minutos para meditar! 
Emoticon smile

terça-feira, 8 de março de 2016

Uma reflexão pessoal no dia 08 de março

Hoje é 08 de março, mais conhecido como o dia internacional das mulheres. Confesso que estou meio cansada de todo aquele discurso feminista que rola no Facebook e também na vida real não só neste dia, mas em quase todos os outros do ano. Por exemplo, todo mundo já deve ter lido algo do tipo: ''Não dê flores, dê respeito'' ou ''Não dê bombons, dê respeito''. 
Eu sei que apesar de a sociedade já ter conseguido ''aceitar'' um pouco que uma mulher pode ser outra coisa além de dona de casa, ainda existem muitas pessoas que não concordam com isso e também muitos lugares em que ''as leis femininas'' não funcionam nem um pouco! Porém, as feministas fanáticas que me desculpem, mas que mulher que não gosta de ser lembrada com carinho? Que não gosta de receber um agrado com ou sem data comemorativa, como um flor, um chocolate, um cartão, uma mensagem com um texto interessante ou uma ligação? Se você não liga para agrados desse tipo, algo pode estar errado com você por se achar capaz de se bastar a si mesma!
Eu concordo muito com a maioria das teorias feministas, mas também acho que mulher merece carinho, afeto e ser lembrada com respeito, ou seja, deve ser lembrada como uma mulher e não como um homem lembra de outro homem. 
Eu também faço parte da nova geração de mulheres que são formadas, possuem carteira de motorista, mas ao mesmo tempo sabem cuidar muito bem de uma casa! No entanto, gosto de ser tratada como uma mulher: com carinho, respeito, atenção, ser chamada de princesa e de outros nomes carinhosos. Gosto de ganhar presentes, lembranças e mensagens bonitas. Por favor, não aceitem receber de um homem o mesmo tratamento que ele daria a outro homem!
E se você é homem mas não sabe e nem quer aprender a tratar uma mulher, eu tenho uma dica: vire gay! 

Sendo livre

Quero liberdade financeira,
psicológica, social e amorosa.
Quero o direito de não ir,
ou vir e não ir nunca mais
e vice-versa para tudo.

Quero o vento me tocando
e meus desejos realizados e saciados,
tudo aquilo que por medo foi reprimido
quero ver despertado.

Quero crescer em mim mesma,
aflorar minha própria feminilidade
sem compromisso com a dúvida
de quem não aceita minha novidade.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Ao altar

Pra ti
minha alma sorri.

Canta, chora, grita
e até implora
pra que você a afague
quando chegar a tal,
a tal sonhada hora.

Hora de dizer carinhos, 
falar de amor,
entrelaçando, assim, pouco a pouco,
nossos alegres caminhos.

E de destinos traçados
seguiremos abraçados
descalços ou calçados
ao amor dos predestinados.

domingo, 25 de outubro de 2015

Meus trovões

Converso com os trovões...
é estranho, mas acho que fazem parte de mim.

Sou formada de trovões!

Em outra vida, fui uma gota de chuva.
Dessas que molham uma rosa
ou caem alegres em um girassol atraente.

Os trovões me dizem coisas
que a ninguém confesso.
Estão comigo
até quando andam calados.

Considero trovões como uma partícula da minha alma
ou talvez um pedaço do meu leve ser
que grita de alegria
e com a chuva vive encantado.

Declarado

Se até pro nada eu faço poema
por que não farei eu pra você
nem que seja um esboço
ou talvez um poeminha?

Pois aqui está ele,
minha beleza encantadora,
diferente, amável
e inspiradora.

Já invadiu meu coração, 
pois invada agora meus versos
e entre na minha canção.
Por você,
já fiz até oração.

Usarei do meu romantismo
talvez um pouco alencariano.
Desses que sobram amor
pra muito mais de um ano.

No pedestal da minha vida
só tu tens o lugar.
Idealização, fantasia
ou apenas a arte de amar.

Amo, amando, amado,
já falei tudo errado.
Era pra ser segredo
o que nesta estrofe
acabou de ser confessado.


Liquidificador

Solto o cabelo, piso na terra,
tomo sorvete no regime.
Não quero ter medo de ser feliz
ou medo de viver.
Encurto a saia, tomo chuva,
escuto bossa, canto Caetano,
leio Drummond
e beijo amor.

Vivo pra viver.
Existo pra ser.
Ando sem medo, cabeça erguida,
com esmalte ou sem,
batom vermelho pra ficar mais zen...

Durmo do lado contrário,
escorrego de cima do meu eu.
Saio dançando com o mundo,
vou vivendo com tudo.

O vento é quem penteia os cabelos,
o sol deixa a pele vermelha
mas também aquece a alma...
Os sonhos surgem na alma
daqueles que têm calma.

Breguinha

Numa dessas noites
tive um encontro.
Encontrei com uns olhos vivos
que mais pareciam estrelas.

Os belos astros luminosos
que me perdoem,
mas aqueles olhos...

Aqueles olhos
brilhavam em torno 
de um universo
chamado meu coração.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Crônica produzida por uma aluna do 6º ano. Tema: criança lendo no lixão.

Título: Uma lição para mim

        Em um lindo dia de verão, avistei um menino pobre que estava procurando latas para vender em um lixão, quando encontrou um belo livro, sentou-se e começou a folhear as páginas.
       Olhei para ele e perguntei o que ele estava lendo. Ele então me respondeu que não estava lendo, mas apenas olhando as figuras. 
        Fiquei curiosa, pois o José estava muito atento com o seu livro. Perguntei se ele sabia ler e ele me disse que até sabia um pouco, porque fazia pouco tempo que estava fora da escola. Pedi para que me lesse um trecho do que estava lendo, mas ele todo vermelho, recusou-se!
    Depois desse encontro, pensei comigo mesma: eu, com tantos livros, na escola E.M.E.F.E.M Benedito Teixeira de Macedo e ainda frequentando o educandário Joanna de Ángelis, tenho praticamente tudo, enquanto ele tem tantas dificuldades...
          Resolvi então tentar ajudar o José! Levei-o até o educandário e a dona Zilá deu para ele uma direção maravilhosa: telefonou à escola mais próxima e arrumou uma vaga. Ela também avisou José que uma condução iria pegá-lo pela manhã e que a tarde ele iria ao educandário Bezerra de Menezes.
      Na escola, meu amigo José foi bem acolhido por todos! Recebeu material escolar, uniformes, tênis e para minha maior alegria, conseguiu até uma cesta básica para sua mãe dona Joaquina. 
          Então eu pude perceber o quanto era feliz e aprendi muito com a amizade de José, pois por meio dela, aprendi a dar valor a tudo o que tenho em minha vida.
    Hoje José é muito feliz com seus livros, com as escolas, seus novos amigos e principalmente com sua mãe, pois ele não precisa mais ir ao lixão para procurar latas para vender, porque agora tem uma vida digna e acredita em um futuro melhor para si e sua família. 
         De coração, eu digo: que bom que pude ajudá-lo!

Rafaela Vitória dos Santos.




O que é crônica?


Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego ''chronos'' que significa ''tempo''. Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados a arte, esporte, ciência etc.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Drummond no meio do caminho

Encontro Drummond 
cada vez que tropeço
nessa bendita pedra
que insiste em ficar
no meu único caminho.

Encontro Drummond
nos cantos da sala, 
do quarto e da vida.
E quando vejo que tudo se perdeu,
mas a vida ainda existe!

Encontro Drummond 
cada vez que perco o bonde
e também a esperança.
Quando percebo que a rua é inútil
e a vida...
nem preciso completar!

Encontro Drummond 
porque quero!
Porque o guardei aqui dentro
nessa pedra do coração.

Ah! Nunca me esquecerei
que bem no meio da minha vida
tinha um Drummond!